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O mundo da criança

        O mundo da criança sem brincadeira seria um mundo “terrível, triste e sem sentido.”

O problema que existe é o facto de haver adultos que não compreendem a importância das brincadeiras, já que a escolarização se sobrepõe para estes... a necessidade de haver aprendizagem formal, orientada.

       Contudo, “a criança só aprende porque brinca”! A criança precisa de descobrir aquilo que a rodeia de uma forma lúdica e interativa (Dias et al., 2019). 

        Brincar é uma forma que dá possibilidade às crianças de desenvolverem habilidades motoras, percetivas, cognitivas, sociais e culturais. Assim, as crianças estarão no comando das suas brincadeiras, perceberão aquilo que são capazes e permitirá um melhoramento da sua autoestima e da maneira de como se irão relacionar com os outros. A criança aprende porque brinca, e aí terá todas as áreas de expressão, incluindo a expressão escrita. Tanto na sala de aula como no recreio, brincar e jogar são atividades essenciais para alargar o conhecimento do mundo (Araújo & Magalhães, s/d).

        "Carmen, aos 3 anos, finge que os pedaços de cereais que bóiam no seu prato são "peixes" nadando no leite e ela "pesca-os", colherada a colherada (...) Ela pedala o seu triciclo pelas poças e começa uma conversa telefônica imaginária (...)" (Papalia & Feldman, 2013, p.).

         "Seria um erro descartar as atividades de Carmen como se fossem somente diversão." Aliás, são estas brincadeiras que ajudam no desenvolvimento saudável do corpo e do cérebro. São a forma de "estimular os sentidos, exercitar os músculos, coordenar a visão com o movimento, adequar o domínio sobre o corpo, tomar decisões e ampliar suas habilidades"(Papalia & Feldman, 2013, p.). "Enquanto classificam blocos de formas diferentes, contam quantos elas podem empilhar uns sobre os outros, ou anunciam "a minha torre é maior do que a tua" e constroem a base de conceitos matemáticos" (Papalia & Feldman, 2013, p.). Com tudo isto dá para compreender que brincar, não é só brincar. É necessário que haja tempo para tal, e que seja valorizado por todos. A orientação por parte dos adultos pode ser também benéfica mas é preciso não esquecer que a iniciativa da criança é fulcral.

 

Referências

Araújo, M. & Magalhães, M. (s/d). Emergência(s) da literacia a jogar e a brincar. 

https://moodle.ese.ipp.pt/pluginfile.php/43099/mod_resource/content/1/Emergencia%28s%29%20da%20literacia%20a%20jogar%20e%20brincar%20MJA%20Marlene%20Acores.pdf Acedido em 15 de abril de 2020.
Dias, F., Rita, A. & Aguiar, C. (2019). Brincar no tempo livre. Estudantes entrevistam professora. 
https://educacaotempolivre.blogspot.com/
Papalia, D. & Feldman, R. (2013). Desenvolvimento humano (12.ª ed.).

   (Isabel Ferreira, 2020)

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