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Lúdico e educação

    De que forma se aprende a partir de jogos? Depende do jogo, do desafio que o jogo proporciona, etc.

    Porque gostamos de jogar?

   Quando falamos de jogo estamos a falar de quê?

   O que se faz quando se brinca? Brinca-se!

   Brincar é natural seja para as crianças ou para os adultos.

   Também se brinca ao Faz de conta!

   Estas são algumas questões que me surgem para tentar compreender de que forma jogar e brincar são atividades tão importantes e tão sérias para as crianças.

   Quando um adulto pretende jogar algo, fá-lo por querer ter um momento lúdico, e isso pode ser um ponto de partida para a criança também. “O jogo não é uma atividade ou uma situação educativa, mas ele pode gerar uma experiência que tenha efeitos educativos.” Ou também, pode haver uma exploração para o jogador conseguir enriquecer a sua experiência, como por exemplo, investigar mais vocabulário no dicionário para jogar “scrabble”.

   Além de se ter prazer imediato ao ler um livro, ou ver um filme, ou jogar um jogo, estas atividades podem também ter efeitos educativos “associados à natureza própria do objeto que implica manipulação simbólica das significações.”

   Foram criados produtos para combinar o jogo e a educação através do ludo educativo, que explora várias temáticas de uma forma diferente.

   A  educação informal (“aprender com a vida”) pode ser uma considerável fonte de aprendizagens. Exemplo:  “uma criança domina a lógica da comunicação a falar com a mãe durante o banho, através das situações de comunicação lúdica desenvolvidas por esta. Os objetivos são da ordem do prazer ou da gestão do tempo do banho, mas atingem outros efeitos e co-produzem aprendizagem que não é ativamente procurada na atividade de tomar banho.”

   Na pré-escola é usual aplicar as estruturas educativas segundo o modelo próximo da família, “reconhecendo apenas atividades informais do ponto de vista educativo.” uma vez que assim as crianças se vão sentir mais familiarizadas com o ambiente que as rodeia.

   Com o entendimento da educação informal dá para romper com a “visão de educação que pode ser apenas resultado de um processo consciente e voluntário.”. Pode-se aprender sem ter o intuito de isso acontecer, a partir de conversas, pensando no exemplo referido mais acima do banho. Inconscientemente, a criança trabalhou a sua lógica comunicativa com a mãe!

   O jogo poderá ter características partilhadas com outras atividades que fazemos no quotidiano, já que nos jogos temos de resolver certos desafios e desenvolver algum raciocínio que pode ser aplicado no dia-dia. Se pensar nos jogos em que se tem de preparar alguma refeição por exemplo, precisando de reunir os ingredientes e seguindo uma receita, estamos a praticar uma atividade que pode ser útil para nós, se quisermos desenrascar-nos a cozinhar. É óbvio que não é a mesma coisa, porque as panquecas virtuais não podem ser comidas!

   Através do jogo aprendemos regras, decidimos entrar no jogo e pensar nas várias ações que se vai realizar (decidir).

   Com tudo isto, dá para compreender melhor que há várias formas de aprendizagem sem haver intenção de ter. E que muitas coisas que estão à nossa volta podem ser vistas como jogos, ou até, tornam-se jogos que enriquecem a nossa experiência.

Brougère, G. Lúdico e educação: novas perspectivas.

https://moodle.ese.ipp.pt/pluginfile.php/44981/mod_resource/content/1/Ludico%20e%20educa%C3%A7%C3%A3o.pdf Acedido a 19 de maio de 2020.

 

(Isabel Ferreira, 2020)

Aqui disponibilizamos as entrevistas que fizemos aproveitando o contributo de duas crianças.

 

Aúdios gravados por: Jéssica Carvalho e  Francisco Santos.

Edição: Trabalho colaborativo.

Aventura-te...
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